26 de agosto de 2014

Dezenove – Jantar romântico

Depois do fatídico dia em que Zac fez o que fez, ele se tornou outra pessoa. Começamos a ir juntos ao psicólogo e isso estava fazendo muito bem à ele. Ele voltou a fazer as sessões de fisioterapia e seu progresso estava cada vez melhor. Fui convidada por uma gravadora para eu, juntamente com Zac, gravarmos um CD. Dá para acreditar? Eu queria mesmo voltar para o mundo musical, e agora com o meu amor?! Seria perfeito! Já estava tudo programado. Começaríamos a gravar na próxima semana. Teríamos a participação especial do Corbin, da Ashley e da Laura em algumas músicas.

O boato sobre o novo CD surgiu em questão de segundos, após os paparazzis me virem sair do estúdio. Eu não dizia nada, queria fazer uma grande surpresa para nossos fãs. E hoje, eu queria fazer uma surpresa para Zac.

Já eram oito da noite. Ele estava no apartamento do irmão, enquanto eu preparava minha pequena surpresa. Um jantar romântico à luz de velas. Estava tudo pronto. Tomei um banho e me troquei.

Optei em usar um vestido preto colodo ao corpo, um par de brincos de ouro com pedras pretas, minha pulseira Love Cartier e uma sandália marrom claro com brilhantes de salto grosso. Deixei meus cabelos, agora loiros e curtos, soltos e ondulados e passei uma maquiagem leve, destacando apenas minha boca com um batom vermelho. Para finalizar, passei o perfume que Zac mais gostava, o J'adore, da Dior.








Com tudo pronto, mandei uma mensagem para que Dylan trouxesse Zac. Em quinze minutos Zac já estava entrando em casa, locomovendo-se com sua cadeira de rodas.Ao ver todo o ambiente,expressou surpresa e seus olhos brilharam.



-Boa noite, meu amor!- eu disse me aproximando dele e depositando um leve beijo em sua bochecha.

-Nessa, o que é isso?- ele perguntou sem acreditar.

-Bom, já que você está tão bem, achei que merecia um jantar romântico. Gostou?

-Eu amei. Está tudo lindo, minha pequena!

Eu abri um enorme sorriso e me sentei em seu colo, na cadeira de rodas, e depositei um beijo em seus lábios. Ele abriu a boca e logo senti sua língua pedir passagem em minha boca, que logo foi concedida, começando um maravilhoso beijo. Dois minutos depois nos separamos com pequenos selinhos e notei que sua boca estava toda manchada de vermelho.

-Sua boca tá toda suja de batom!- soltei uma risada que foi acompanhada por ele, enquanto limpava o batom com minha mão.- Vem amor, vamos jantar! Espero que goste, eu mesma que fiz.

-Deve estar uma delícia!

Coloquei sua cadeira de rodas ao meu lado e começamos a jantar. Realmente estava bom, meus dotes culinários estavam melhorando. Após o jantar, nos sentamos sobre almofadas que haviam no chão da sala e fomos assistir um filme. Na metade do filme, peguei na mão de Zac e ele me olhou.

-O que foi amor?

-Eu... Quero te dar um presente, Zac!

Ele me olhou confuso e espantado.

-Meu deus, por acaso hoje fazemos mês e eu me esqueci? Amor, eu não comprei nada pra você e...

Silenciei-o com um selinho demorado e quando me afastei, acariciei seu rosto.

-Não amor. É um presente meu para você, é especial!

Peguei uma caixa dourada e, sorri, entregando a ele.

-Espero que goste, tanto quanto eu gostei!

Ele estava ansioso, mas abriu a caixa com todo cuidado do mundo. Quando esta estava sem a tampa, vi seus olhos se inundarem de lágrimas e um sorriso gigante surgir em seus lábios.

-Isso é mesmo verdade?


Na caixa havia dois sapatinhos de bebê feitos de scrapbook, um rosa e um azul, com bombons dentro e no meio deles o meu exame de sangue, o qual confirmava minha gravidez.

-Parabéns papai!

Isso foi tudo o que consegui dizer, devido às lágrimas que começaram a cair. E foi o suficiente para Zac sair do transe e me abraçar forte, chorando de alegria.

-Obrigada meu amor! Eu sou o cara mais feliz do mundo! Por esse pequeno aqui- ele colocou a mão em minha barriga- e por você, irei voltar a andar. Seremos muito felizes amor, eu te prometo isso! Eu amo vocês!

-Eu sei que seremos amor, aliás, nós já somos mais que felizes. Também te amamos mais que tudo!

Ele sorriu lindamente, logo depositando um beijo em minha barriga, com certa dificuldade, por não poder se mexer, e depois nos beijamos como nunca havíamos feito.



Esse beijo se intensificou com o passar dos minutos e logo estávamos despidos, compartilhando o mais intenso prazer e o mais puro amor. E a noite terminou com nós dois deitados em conchinha e Zac fazendo carinho na minha barriga.

20 de agosto de 2014

Dezoito-Prometo não te fazer sofrer

Horas se passaram desde que Zac foi levado para a emergência. A cada minuto que se passava parecia uma eternidade e eu ficava cada vez mais nervosa. Ashley estava comigo, juntamente de seu noivo Chris, tentando me tranquilizar.

-Calma amiga, vai dar tudo certo! O Zac vai sair dessa. Você vai ver.

-Ashley, ele não devia ter feito isso. Além de se machucar, também me machuca saber como ele está sofrendo. A vida é tão cruel com pessoas boas. Zac não merece passar por isso.

-Uma vez li que Deus só exige muito de quem ele tem certeza de que é capaz. Deus nunca nos dá uma cruz que não possamos carregar, amiga. Zac é forte e logo, logo estará por aí correndo como um louco!

-Eu espero que sim. Vamos à capela? Quero fazer uma oração.

-Claro. Amor- ela dirigiu-se ao Chris- fique aqui e se o médico der notícias do Zac, nos avise, estaremos na capela.

-Ok loirinha, qualquer coisa eu vos aviso.

Eles deram um selinho e logo seguimos para a capela. Me ajoelhei e comecei a orar como a muito tempo não fazia. Passando-se meia hora Chris nos chamou e disse que o médico queria conversar comigo. Eu assenti e me dirigi até a sala do doutor.

-Com licença, doutor!

-Entre e sente-se senhorita Hudgens.

Me sentei em uma cadeira em frente sua mesa. Eu estava aflita e ele percebeu isso.

-Se acalme senhorita. O estado do senhor Zac Efron é estável. Por sorte o corte em seu pulso não foi tão profundo. Mas isso não quer dizer que esteja tudo bem. O estado emocional do senhor Efron é péssimo. Ele está entrando em uma depressão profunda devido aos últimos acontecimentos. Sugiro que o leve a um psicólogo para que faça um acompanhamento. Ele está frágil e isso pode estar prejudicando no desenvolver físico dele nas sessões de fisioterapia.

-Tem algum psicólogo que o senhor me indica que é mais especializado no caso?

-Tem sim. É o doutor Christian. Aqui está o cartão dele.

Ele me deu o cartão do médico e eu o peguei guardando na minha bolsa.

-Creio que se o senhor Efron fizer o tratamento psicológico até o fim, logo, logo ele estará bem.

-Deus te ouça, doutor. Mas será que agora posso vê-lo?

-Claro. Terceiro andar, quarto 302. Amanhã de manhã ele poderá voltar pra casa, mas deverá ficar de repouso por dois dias.

-Sim senhor. Obrigada e com licença.

Retirei-me da sala e saí em disparada ao quarto de Zac. Chegando lá, o encontrei dormindo profundamente. Larguei minha bolsa em cima de uma poltrona que ali havia e me aproximei da cama, sentando na beirada. Peguei uma mão de Zac, fazendo carícias nela e rocei de leve meu nariz por todo seu rosto. Pude sentir seu perfume natural e a barba que já começava a crescer, pinicava minha bochecha.

-Abra os olhos, amor. - sussurrei em seu ouvido.

Sem resposta, dei um beijo molhado em seus lábios e logo o senti mexer.

-Olá dorminhoco.

Assim que seus olhos se abriram, um enorme sorriso surgiu em meus lábios.

-Nessa... Eu... – ele tentou falar.

-Psiu, tá tudo bem agora. Vai dar tudo certo, amor. Confie em mim.

Ele me olhou suplicante e respirou profundamente.

-Me desculpa Nessa. Eu... Agi feito um idiota. Não devia ter feito isso. Me perdoa?

-Não tenho que te perdoar Zac. Só me prometa que nunca mais irá fazer isso. Você sabe que não consigo viver sem você, então, por favor, não faz isso de novo.

Uma lágrima solitária caiu de meus olhos e num impulso, abracei Zac com toda minha força e dei uma fungada em seu pescoço, inalando aquele cheiro másculo que só ele tinha.

-Eu te amo, amor.

-Também te amo, minha pequena. Prometo não te fazer sofrer mais.


Ele me olhou nos olhos, havia um brilho diferente em seu olhar. Ele estava determinado e eu tinha certeza que agora iria seguir em frente. Ele rodeou meu rosto com as mãos, com um pulso enfaixado, e me deu um selinho. Não me contentei com um toque de lábios. Puxei-o para mim e selei nossos lábios num beijo molhado e terno.